Painel de Cândido Portinari será exposto em Brasília no sábado
No próximo sábado (3), o Banco Central apresenta ao público a exposição “A Persistência da Memória” e o grande painel “Descobrimento do Brasil”, de Cândido Portinari. O painel é a obra mais valiosa da Coleção de Arte do Museu de Valores do Banco Central e está localizado no Salão Nobre de Reuniões, ao lado da Galeria de Arte, podendo ser visitado somente aos sábados.
Publicado 31/12/2014 11:44

Inaugurada no dia 10 de junho, a mostra “A Persistência da Memória” conta a trajetória do acervo artístico do Museu de Valores do Banco Central desde a chegada das obras à instituição. A exposição terá a duração de dois anos e foi dividida em seis módulos curatoriais de quatro meses. A alternância de obras reafirma o compromisso do Banco Central com a preservação e divulgação do patrimônio cultural do povo brasileiro.
Grande parte das obras está exibida em um ambiente de reserva técnica, o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo quando as peças não estão em exibição. As salas Cenas Brasileiras e Bandeira do Brasil também fazem parte da exposição, simbolizando os dois principais períodos de aquisição do acervo.
Os seis módulos curatoriais – Brasil Brasileiro, Entre a Figuração e a Abstração, O Poder da Arte, Anos Rebeldes, Da Multiplicidade de Formas e Conceitos e A Persistência da Memória – foram concebidos para abordar diferentes pontos da coleção, narrando as influências do cenário político, econômico e cultural do século 20.
Próximos módulos
O Poder da Arte, terceiro e próximo módulo, trata do panorama das artes no Brasil entre o pós-guerra e o período do milagre econômico, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período. O foco é na história da Galeria Collectio, cuja coleção viria a compor a grande maioria do acervo de arte do Banco Central. Os artistas que participam desse módulo são Tarsila do Amaral, Guilherme de Faria, Babinski, Tuneu, Alfredo Volpi, Candido Portinari, entre outros.
O quarto módulo, Anos Rebeldes, apresenta o panorama politico, econômico e cultural dos anos 1970, englobando a crise do petróleo, os movimentos de contracultura, a guerra do Vietnã, o final do milagre econômico, o tropicalismo, a crise bancária e a relação com a recepção de obras de arte pelo Banco Central. Entre os artistas, estarão Aldemir Martins, Guilherme de Faria, Ivan Freitas, Babinski e Grassmann.
Da Multiplicidade de Formas e Conceitos, o quinto e penúltimo módulo, apresenta a nova configuração global a partir dos anos 1980, com a queda do muro de Berlim, a redemocratização nos países da América Latina, o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo. O foco das obras está nas 25 serigrafias da coleção Ecoarte, lançada por ocasião da Rio 92, em diálogo com obras modernistas do acervo.
O módulo A Persistência da Memória fecha a exposição trazendo os fundamentos do movimento surrealista, identificando o surreal e o onírico na coleção e fazendo uma comparação entre o surrealismo no mundo e no Brasil. Obras dos artistas Salvador Dali, Ismael Nery, Emiliano Di Cavalcanti, Cicero Dias e Vasco Prado farão parte do módulo.
Serviço:
Exposição “A Persistência da Memória” e exibição do painel “Descobrimento do Brasil” de Candido Portinari
Local: Galeria de Arte do Banco Central e Salão Nobre de Reuniões
Horário de funcionamento: Dia 3/1, sábado, das 14 horas às 18 horas, seguindo o calendário de exibição ao público todo primeiro sábado do mês. A exposição “A Persistência da Memória” também abre de terça a sexta, de 10h às 18h.
O visitante precisa apresentar documento com foto para ter acesso à exposição
Fonte: Banco Central do Brasil