México: Pais de desaparecidos pedem que buscas não sejam suspensas
Os parentes dos estudantes desaparecidos no estado mexicano de Guerrero pediram, no domingo (7), às autoridades que não suspendam a busca pelos 42 jovens desaparecidos, depois de um corpo ter sido identificado.
Publicado 08/12/2014 14:54

A Procuradoria mexicana confirmou que o DNA dos restos mortais de um dos corpos encontrados no município de Cocula corresponde ao perfil genético de Alexander Mora Venancio, um dos estudantes desaparecidos em setembro passado.
O consultor legal dos pais, Alejandro Ramos, disse, em entrevista, que os parentes aceitam os resultados das provas do laboratório da Universidade de Innsbruck, na Áustria.
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Os familiares pediram ao presidente Enrique Peña Nieto que reforce as buscas, recorrendo à tecnologia, e que o prefeito de Iguala e a sua mulher sejam punidos por serem "autores intelectuais" do desaparecimento dos estudantes.
As famílias exigem também que o Exército mexicano seja investigado já que, na noite de 26 de setembro, não atuou em apoio e defesa aos jovens, evitando o seu desaparecimento.
"Acreditamos que a busca por vida deve continuar. [A morte dos estudantes] é apenas uma hipótese que não está totalmente provada", disseram os pais, referindo-se à tese de que os 42 estudantes estão mortos.
"Os militares chegaram a tirar-lhes os telefones, a chutá-los e humilhá-los, não quiseram ajudá-los. Nunca tentaram fechar os acessos da cidade ou procurar os desaparecidos, apesar de o batalhão estar a dois minutos do lugar", disse um dos pais.
Os parentes pediram que "não se permita arquivar o caso porque ainda faltam 42 estudantes que ninguém sabe onde estão".
No dia 26 de setembro, 43 estudantes foram detidos por policiais, em Iguala, e entregues à gangue Guerreros Unidos. Três membros do grupo disseram que os estudantes foram assassinados e os corpos foram incinerados, mas a tese ainda não foi oficialmente comprovada.
Fonte: Agência Lusa