Alba deve ser referência para a Europa, afirma intelectual italiano
O livro De Sur a Sur, la Estrategia del Caracol, de Luciano Vasapollo, propõe uma proposta considerada por seu autor como provocativa: o futuro da Europa passa hoje por olhar para os povos latino-americanos.
Publicado 27/11/2014 09:29

"Se a Europa quer mudar deve ir aos países da Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América (Alba)", disse na apresentação de sua obra, em Madri, o economista italiano, professor na Universidade La Sapienza de Roma.
O ato, que contou com a presença de embaixadores e outros diplomatas dos países da Alba na Espanha, foi também incluído na comemoração do décimo aniversário dessa aliança regional.
O livro, apresentado na embaixada de Cuba na Espanha, constrói a proposta de uma Alba euro-afro-mediterrânea, a partir da pesquisa sobre os processos em marcha na América Latina, que o estudioso considera uma transformação radical do modelo capitalista.
Vasapollo acredita que a aliança latino-americana não tem formas perfeitas, mas desenvolve projetos dinâmicos.
"Os países da Alba constroem seu futuro com a estratégia do caracol: com lentidão mas sempre avançando", apontou o intelectual, para quem esse processo é "um exemplo para a construção no Mediterrâneo de um modelo de cooperação e desenvolvimento solidário".
Na opinião de Vasapollo, a Europa constrói a riqueza dos países do norte com a destruição do sul (Itália, Espanha, Grécia e Portugal), em cumprimento dos ditados da Troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Europeu).
"O sul da Europa vive a crise do capitalismo de maneira tremenda e a solução é romper com a União Europeia e não fazer compromissos com a oligarquia", afirmou o intelectual italiano na apresentação de seu livro, que atraiu um numeroso público em Madri.
Fonte: Prensa Latina