Unesco conclui que navio naufragado no Haiti não é caravela de Colombo
Existem “provas irrefutáveis” que o navio naufragado na costa de Cape Haitien, no norte do Haiti, não é o Santa Maria, anunciou a missão de peritos organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a pedido do governo haitiano para comprovar a autenticidade da embarcação encontrada em maio por um mergulhador.
Publicado 07/10/2014 15:06

A caravela pertencente à esquadra de Cristóvão Colombo afundou nas proximidades da ilha em 25 de dezembro de 1492, na viagem do navegador genovês durante a qual ele chegou às Américas. No entanto, a missão concluiu que a embarcação encontrada no local determinado apresenta características muito recentes, como elementos de fixação em cobre ou bronze que remontam ao fim do século 17 ou início do século 18, enquanto a construção naval do século XV usava ferro ou madeira.
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Além disso, segundo o diário de Colombo, transcrito por Bartolomé de las Casas, o naufrágio do Santa Maria teria ocorrido mais perto da costa haitiana.
A Ministra de Cultura do Haiti, Monique Rocourt, solicitou a missão depois que um mergulhador americano avistou um canhão aparentando ser do século 15 no local do naufrágio, que posteriormente desapareceu do local.
A Unesco recomenda continuar a exploração marinha para encontrar os vestígios do Santa Maria e criar um inventário sobre os principais naufrágios na região. Também fez um chamado para que o Haiti adote medidas legislativas para melhorar a proteção do patrimônio subaquático.
Fonte: Unesco