FHC diz que mais pobre vota em Dilma porque são “menos qualificados”
Revelando o seu desprezo com o povo, o padrinho do tucano Aécio Neves, candidato à Presidência da República, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que os eleitores da presidenta Dilma Rousseff, mais de 43 milhões de brasileiros, votam nela porque “são menos informados”.
Publicado 07/10/2014 13:09

As declarações foram dadas em entrevista aos blogueiros Josias de Souza e Mário Magalhães. A visão elitista do tucano é por conta da expressiva votação da presidenta Dilma nas regiões Norte e Nordeste. O sociólogo diz ainda que há “coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados”.
Para explicar essa lógica eugenista, FHC cita a votação dos tucanos em São Paulo, que segundo ele seriam eleitores mais bem informados. “Aqui em São Paulo, quando o PSDB ganha, ele ganha porque tem apoio de pobre, não é porque tem apoio de rico. (…) A falta de informação é responsabilidade do Estado, não da pessoa, é uma constatação. Geralmente é uma coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados”, disse.
Segundo FHC, o PT está fincado nos “menos informados, que coincide de ser os mais pobres”. E completa: “Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados”.
Elistismo tucano
A visão elitista do padrinho político de Aécio evidencia a sua política de arrocho dos salários, desemprego e corte de direitos praticados nos oito anos de governo, marcados pelo apagão elétrico, falta de médicos nas regiões mais pobres e a inflação nas alturas.
Ao contrário do que diz FHC, a desinformação não esta associada a renda, classe social ou região de origem, mas a alienação política promovida pela grande mídia. Os “grotões do Brasil” tão desprezados no governo FHC, hoje, com o governo Dilma, desfrutam de melhores condições de vida graças a programas como o Bolsa Família, Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida, transposição do Rio São Francisco (que vai levar água para milhões de pessoas), entre outros. A extrema pobreza caiu de 25,6% em 1990 para 4,8% em 2008, e o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU.
O que FHC não se conforma é com o fato dos pobres, por ele tão desprezados, terem acesso a serviços públicos e, sem os grilhões do coronelismo, poderem fazer sua escolha.
Com informações de agências