Washington Post destaca a ajuda de Cuba no combate ao ebola
Um artigo do jornal norte-americano The Washington Post reconheceu a importância da ajuda médica de Cuba aos países africanos que sofrem os embates do vírus do Ébola, depois que 165 profissionais da ilha chegaram a Freetown, Serra Leoa.
Publicado 06/10/2014 09:19

Intitulado "Na resposta médica ao Ébola, Cuba está golpeando muito acima de seu peso", o artigo do jornalista Adam Taylor destaca a resposta país caribenho, que é um provedor de sua experiência médica, em um momento que a comunidade internacional "se arrasta" para enfrentar o vírus.
O The Washington Post sublinha que Cuba, apesar de ser uma nação pobre, com um PIB que é quase a sexta parte do que exibe o Reino Unido, deu uma resposta rápida e contundente, acima dos oferecimentos sanitários de muitos dos países mais ricos do mundo.
O artigo avaliou também o sistema universal de saúde cubano, tomando como referência as apreciações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao reconhecer os extraordinários avanços médicos que levam Cuba a atingir indicadores que se igualam pelos atingidos em países desenvolvidos como a redução da mortalidade infantil e a alta espectativa de vida.
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Reconheceu também os sistemas de formação profissional de médicos e técnicos da saúde em Cuba, bem como a ajuda que brinda a ilha na preparação de centos de milhares de médicos e especialistas procedentes de países pobres.
Taylor destaca em seu artigo que Cuba tem prestado durante décadas, ajuda médica solidária a muitos países precisados, e sublinhou o oferecimento de Havana de ajudar aos danificados que provocou o furacão Katrina, nos Estados Unidos.
Enfatizou a sua vez, a resposta dada por Cuba para mitigar os danos provocados pelo vírus do Ébola, que prevê enviar outros 296 médicos e enfermeiras a Liberia e Guiné, os outros dois países mais afetados pela crise.
"Vai ser mais que os enviados por países bem mais grandes como a China e Israel, um país rico com uma população similar, que provocou uma polêmica nesta semana ao recusar enviar equipes médicas a África", comenta o artigo de The Washington Post.
Fonte: Prensa Latina