OMS: epidemia de ebola na África foi subestimada
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (15) que a doença do vírus Ebola na África ocidental foi subestimada e que é necessária maior mobilização para lutar contra esta doença.
Publicado 15/08/2014 14:09

O pessoal presente nas zonas afetadas recolheu provas que demonstram que o número de casos reportados e o de mortos subestimam amplamente a magnitude do problema, afirmou o organismo internacional em um comunicado.
"A epidemia do vírus Ebola na África do Oeste continua se estendendo, com mil 975 casos (possíveis detectados) e 1.069 mortos em Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa", acrescentou o relatório.
A OMS, agregou, coordena um aumento massivo da resposta internacional com o apoio individual de diversos países, agências de controle de doenças e agências das Nações Unidas.
Indicou, também, que os centros de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos equiparão os países afetados com computadores para poder ter uma visão em tempo real da evolução da epidemia.
A epidemia pode durar um bom tempo. O plano operacional de reação da OMS será levado a cabo ao longo dos próximos meses, indicou o comunicado.
Dada a situação, a agência de saúde desta semana decidiu aprovar o uso de remédios e vacinas experimentais para combater a doença.
ZMapp, um soro em fase de teste, é um dos produtos autorizados, que em breve será aplicado a dois médicos da Libéria.
O medicamento vem sendo utilizado com bons resultados em dois estadunidenses infectados com o vírus, embora não tenha impedido a morte de um padre espanhol.
Não obstante, alertou que para aplicar qualquer tipo de medicação deve ser seguida uma série de critérios éticos, como a transparência sobre a natureza do remédio, o consentimento informado, liberdade de escolha, confidencialidade, respeito à pessoa, preservação da dignidade e o envolvimento da comunidade.
Especialistas destacam a importância de manter as medidas clássicas de saúde pública, como identificação rápida de casos, o isolamento do doente e o acompanhamento das pessoas que tiveram contato com ele, bem como as medidas tradicionais para o controle de infecções.
Fonte: Prensa Latina