Jô defende mobilização dos trabalhadores em prol de suas demandas
Ao destacar a “encruzilhada política vivida pelo Brasil, onde forças reacionárias fazem grande pressão para levar à economia ao descrédito e assim interromper o pacto pelo desenvolvimento”, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG) defendeu a participação decidida do universo dos trabalhadores em prol de suas principais demandas, nas manifestações agendadas para o próximo dia 9, pelas centrais sindicais.
Publicado 07/04/2014 12:56 | Editado 04/03/2020 16:49

O chamamento foi feito durante seminário ‘Os trabalhadores e os desafios políticos, econômicos e sociais’, no final de semana, no Bristol Merit Hotel, na área central de Belo Horizonte, destinado a dirigentes sindicais e trabalhadores em entidades sindicais.
“Há uma ofensiva orquestrada, atuando em vários níveis para construir um sentimento de fracasso do governo Dilma Rousseff. Está ficando clara a temática do ideário político. O candidato da direita começa a falar para o mercado, visando ganhar a burguesia paulista”, alertou.
Segundo Jô Moraes, no Congresso Nacional, a oposição não deixa que se vote nenhum acordo internacional. Em sua palestra, a parlamentar reiterou o alerta aos sindicalista e também aos dirigentes partidários presentes, “que nada irá avançar se a esquerda não estiver forte, coesa, articulada e com uma visão programática. E o que estamos vivendo hoje é uma dispersão do campo democrático popular”, apontou.
Pauta dos trabalhadores
“As forças de esquerda, do campo democrático popular têm de ter a consciência clara que a meta é avançar e daí a importância de todos estarem juntos e atuantes nas ruas, no próximo dia 9, para pressionar pela votação da pauta progressista hoje travada no Legislativo”, afirmou. Na quarta-feira as centrais sindicais estão programando um ato unificado em defesa da pauta da classe trabalhadora que foi entregue à presidente Dilma Rousseff no ano passado, mas com algumas renovações. A principal delas é a defesa da redução dos juros da economia (a Selic), hoje em 11%, o maior patamar desde janeiro de 2012. A redução dos juros, segundo defendem os sindicalista visa aquecer e fortalecer a economia internam reforçando a capacidade de consumo da população.
As principais demandas da pauta formulada pelas centrais sindicais:
*Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário
*Correção da tabela do Imposto de Renda
*Redução das taxas de juros
*Valorização das aposentadorias
*Fim do PL 4330, que amplia a terceirização
*Fim do fator previdenciário
*10% do orçamento da União para a saúde
*Reforma agrária e política agrícola
*Negociação coletiva no setor público
*Combate à demissão imotivada
*Mais investimento público
A deputada Jô Moraes também defendeu a elaboração de um projeto de desenvolvimento voltado à construção de uma transição no Brasil, aos moldes do que houve no Chile para a eleição de Michelle Bachelet, e que integre a América Latina.
“Temos de ter consciência e foco que a nossa meta é a reeleição da presidente Dilma Rousseff com um novo programa que avance nas conquistas internas, mas reforçando coesão dos países da Unasul, e de toda a América Latina”, disse. A Unasul (União das Nações Sul-Americanas) é um tratado que envolve 12 países do continente, dos quais 10 já depositaram seus instrumentos de ratificação. São eles: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela. Já o Panamá e México participam como membros observadores, com possibilidades de, no futuro, integrar a comunidade.
Fonte: Site da deputada federal Jô Moraes