Observadores chegam a Caracas para acompanhar eleições municipais
A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, agradeceu os acompanhantes internacionais que estarão presentes nas eleições municipais que serão realizadas no país no domingo (8).
Publicado 05/12/2013 18:37

No total, 50 acompanhantes, principalmente da América Latina acompanharão o pleito que definirá 2.792 cargos, sendo 337 prefeitos e 2.455 vereadores. Ao todo 16.880 pessoas concorrem aos cargos.
O governo decretou o dia 8 de dezembro como o “Dia da Lealdade e do Amor ao Comandante Chávez”, o decreto de número 541 foi publicado no Diário Oficial venezuelano, para “exortar o povo a honrar a herança do comandante supremo Hugo Chávez”.
A oposição também luta para conquistar mais prefeituras que o chavismo e assim fazer destas eleições um plebiscito de aprovação do governo de Maduro.
Em artigo publicado na Alai e reproduzido no Portal Vermelho, o cientista Político pela Universidade de Buenos Aires e pesquisador, Juan Manuel Karg, avaliou que será “uma nova medição de forças de dois modelos antagônicos – para além do ‘verniz’ progressista-discursivo de Capriles. Segundo os dados mais recentes da consultora ICS (International Consulting Services), os candidatos da coalização governista Gran Polo Patriótico estarão disputando – e com boas chances – as principais prefeituras”.
O pesquisador avaliou ainda que “mesmo sendo eleições municipais, terão seu desenlace observado minuciosamente por analistas internacionais e pelos meios de comunicação de massa, que buscarão constatar – como já tentaram em ocasiões anteriores – o ‘início do fim’ do chavismo, com a intenção de promover em um futuro próximo a revogação do mandato de Maduro. Por outro lado, as forças progressistas – e revolucionárias – do mundo estarão atentas também ao processo: apesar de que não ‘está em jogo’ a sobrevivência de um dos projetos de mudança social mais importantes em uma escala mundial, o 8D servirá como ‘termômetro’. Indicará perigos e oportunidades, e servirá para medir o primeiro ano sem Chávez da Revolução Bolivariana”.
Com informações da TeleSUR