Irã insta líderes globais a trabalharem pelo desarmamento nuclear
As propostas do presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rohani, sobre o desarmamento nuclear global pode ser um mapa adequado para o processo que deixará o mundo livre de armas nucleares, de acordo com o representante permanente do país na Organização das Nações Unidas (ONU), Mohamed Khazai, em declarações nesta quinta-feira (17).
Publicado 18/10/2013 09:27
Khazai participou de uma sessão anual da Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional, na sequência da exitosa Conferência do Desarmamento da Assembleia Geral da ONU, a primeira do gênero, realizada por iniciativa do Movimento dos Não Alinhados (MNA), em setembro.
Presidente do Irã, Hassan Rohani, em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 24 de setembro.
A proposta do presidente para o desarmamento nuclear global foi bem recebida no MNA.
A conferência foi classificada por Khazai de “um passo valioso” no esforço para apoiar o processo de desarmamento nuclear em todo o mundo. A participação massiva de líderes e autoridades de alto nível de vários países demonstrou que o assunto segue sendo uma das principais prioridades, para a promoção da segurança internacional, ressaltou.
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Khazai instou os líderes mundiais a aproveitarem o ambiente positivo originado pela conferência e ratificarem o rascunho de resolução proposta, pois ele fortalece os esforços internacionais destinados ao desarmamento em todo o mundo.
A iniciativa do MNA, de três pontos, propõe o início dos diálogos sobre a Convenção de Armas Nucleares, com o fim de proibir a sua possessão, desenvolvimento, produção, aquisição, experimentação, armazenamento, transferência, uso ou ameaça de uso, com o fim de lograr a sua total eliminação.
Da mesma forma, a proposta insta todos os países do mundo a designar o dia 26 de setembro como o Dia Internacional da Eliminação das Armas Nucleares.
O representante persa expressou a sua profunda preocupação com a falta de respeito aos compromissos de desarmamento por países que possuem armas nucleares, e exortou-os a acabar com seus arsenais.
Em alusão à política de Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Khazai considerou “inaceitável” que tais estratégias justifiquem o uso ou a ameaça do uso de armas nucleares, razão pela qual exigiu a sua anulação.
Khazai revelou o apoio total do MNA à criação de um Oriente Médio livre de armas nucleares, e pediu, por tanto, a Israel que acabe com o seu arsenal, já que é o único país da região a possuí-lo. Ainda, instou o governo israelense a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), e a colocar as suas instalações sob as normativas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Além disso, o representante persa também sugeriu a celebração de uma conferência sobre um Oriente Médio livre de armas de destruição em massa, que incluem também as armas químicas e biológicas.
Com informações da HispanTV,
Da redação do Vermelho