Ciência Sem Fronteiras: UFC é a 10ª instituição do País em bolsas
A UFC ficou na 10ª posição no ranking nacional das instituições de ensino superior que mais obtiveram bolsas no programa Ciência Sem Fronteiras (CsF), do Governo Federal, segundo levantamento feito a partir do painel de controle do Programa.
Publicado 01/10/2013 10:19 | Editado 04/03/2020 16:27
A Universidade é a segunda do Nordeste em número de bolsas, atrás apenas da Federal de Pernambuco. Foram 987 bolsas implementadas pelo CNPq e Capes para a UFC até agosto deste ano (veja quadro). O ranking leva em consideração 255 instituições que participam do programa. No total, o Estado do Ceará conseguiu 1.363 bolsas.
Além da UFC, as instituições que mais conseguiram o benefício foram a UECE (104), a Unifor (102) e o IFCE (95). A Unilab conseguiu incluir onze estudantes no programa.
Os cursos
A grande maioria das bolsas se destina a estudantes que desejam cursar parte da graduação no exterior. Das 1.363 bolsas destinadas ao Ceará, cem foram dirigidas a cursos de doutorado-sanduíche (feitos parte no Brasil, parte no exterior), 20 para o doutorado integralmente no exterior e 38 para pós-doutorado no exterior.
Quase 40% das bolsas recebidas pelos estudantes das instituições cearenses se destinam ao campo da engenharia e demais áreas tecnológicas. Biologia, Ciências Biomédicas e demais cursos da área da saúde foram responsáveis por 14% das bolsas; e Economia Criativa, por outros 11%.
Quanto aos países, o levantamento mostra que os Estados Unidos são o país que mais recebeu estudantes oriundos de instituições cearenses: 166 (19,5% do total). Depois dele, pela ordem, vêm França (15%), Espanha (10,8%), Canadá (10,4%) e Reino Unido (8,2%). Há casos de alunos que receberam bolsas para ir para países menos centrais, como Austrália, China, Japão, Hungria e Finlândia (veja quadro).
Resultado acima do esperado
Para o Prof. Tito Lívio Cruz Romão, coordenador do programa na UFC e titular da Coordenadoria de Assuntos Internacionais (CAI), o número de bolsas da Universidade ficou um pouco acima do inicialmente esperado. "Temos condições de alcançar, ao longo dos próximos meses, quando forem lançados editais da Capes e do CNPq, uma posição ainda melhor", avalia.
O professor lembra que os primeiros estudantes a participar do programa estão retornando agora ao Brasil. A CAI, segundo ele, pretende reunir todos para uma avaliação dos aspectos positivos e negativos e, em seguida, abrir o debate com a comunidade acadêmica.
"A experiência vivida por tantos alunos de nossa instituição em universidades e instituições estrangeiras certamente provocará uma série de debates internos que, mais tarde, serão uma força motriz para repensarmos certos aspectos do ensino superior", avalia Tito Lívio.

Fonte: Portal da UFC