Governo interino do Egito prorroga estado de emergência
O governo interino do Egito prorrogou por mais dois meses o estado de emergência. Na prática, a medida se estenderá até o fim de novembro. O estado de emergência está em vigência no país há um mês. Em julho, o presidente Mohamed Mursi foi destituído do poder pelas Forças Armadas e substituído por Adly Mansour. As manifestações nas cidades egípcias aumentaram e a violência também.
Publicado 13/09/2013 08:52

O estado de emergência foi decretado em 14 de agosto, no mesmo dia em que o Exército reagiu a dois protestos de simpatizantes de Mursi, no Cairo, deixando centenas de mortos e feridos. As manifestações de simpatizantes e contrários do antigo governo tornaram-se frequentes no país, gerando reações do governo.
Mursi é mantido preso em lugar não revelado, segundo fontes egípcias, nos arredores de Damasco, capital síria, sob a supervisão dos militares.
Religiosos e políticos ligados à Irmandade Muçulmana, da qual Mursi faz parte, têm sido detidos. Há duas semanas, Mohammed al-Beltagi, o secretário-geral do partido de Mursi (Partido Liberdade e Justiça, ligado à Irmandade) foi detido por "incitação à violência", segundo a mídia estatal. O atual governo pretende proibir a ação do movimento.
O escritório da presidência interina declarou que a decisão foi tomada por causa da “situação securitária”. Uma decisão independente será feita sobre o toque de recolher que está em efeito no país.
A violência que abala o país árabe mais populoso tem se reduzido, mas uma recente tentativa de assassinato do ministro do Interior, segundo o governo interino, reforçou as preocupações oficiais.
Os egípcios viveram sob estado de emergência (que dá poderes extras aos serviços de segurança) por mais de três décadas, até que o ex-presidente Hosni Mubarak foi destituído, há dois anos.
Com agências,
Da redação do Vermelho