Fórum colombiano avalia propostas para participação política
Mais de 200 representantes de 18 setores políticos e sociais encerram nesta terça-feira (30) em Bogotá, capital da Colômbia, um foro sobre participação política no país, e as propostas serão enviadas ao governo e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (Farc-EP), que mantêm um processo de paz ativo desde novembro passado.
Publicado 30/04/2013 11:16

O encontro, organizado a pedido da mesa de conversações entre ambas as partes, abriu um espaço ao debate amplo e plural desde a sociedade civil, no que se defendeu a necessidade de estabelecer direitos e garantias para o exercício da oposição, sobretudo para os novos movimentos que surjam a partir de um acordo de paz.
Os delegados trabalharam a portas fechadas, na véspera, em 20 mesas de base, para apresentar nesta terça as propostas que chegar a Havana, capital de Cuba, sede permanente dos diálogos de paz, no próximo 20 de maio.
Nesta jornada final são esperadas mensagens de personalidades internacionais e a intervenção do colombiano Leonardo Gómez Serna, Prêmio Nacional da Paz em 2010.
Na véspera, em uma coletiva de imprensa, na direção do Centro de Pensamento e Seguimento do Processo de Paz da Universidade Nacional que, junto às Nações Unidas na Colômbia, organiza o foro, o professor Alejo Vargas afirmou que muitas vozes coincidiram na necessidade de abrir espaço político à guerrilha, depois de um possível acordo de paz.
No encontro participam sindicatos, jovens, campesinos, indígenas, afrodescendentes, defensores de direitos humanos, a igreja e porta-vozes dos 12 partidos políticos do país.
Com Prensa Latina