Comunistas portugueses denunciam "brutal pacote de austeridade"
O Partido Comunista Português (PCP) denunciou nesta quarta-feira (4) o brutal pacote de austeridade resultante do acordo do governo do país com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internaional para obtenção de um empréstimo de 78 bilhões de euros.
Publicado 04/05/2011 14:44
Segundo o deputado Agostinho Lopes, citado pela rádio TSF, o país vai ficar pior com o acordo, que classificou como "um brutal pacote de austeridade" cujo objetivo é "salvar os bancos" nacionais e estrangeiros.
O PCP comunicou ao ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, a rejeição do plano e advertiu que os portugueses "vão perder muito mais que o 13º e o 14º mês".
Agostinho Lopes disse que o documento contém "uma redução brutal do investimento público, o encerramento de serviços públicos, privatizações a grande velocidade" incluindo "ativos no estrangeiro da Caixa Geral de Depósitos, que pode pôr em causa o apoio aos exportadores" e aumentos da carga fiscal.
Programa de agressão
Em seu site, o PCP denuncia o tal pacote de "ajuda". "Desmentindo a operação montada por PS, PSD e CDS, as medidas previstas são a maior agressão aos direitos do povo e aos interesses do país desde os tempos do fascismo. Trata-se de um programa ilegítimo de intervenção externa, construído para favorecer os grupos econômicos e financeiros nacionais e estrangeiros, que aprofunda e desenvolve tudo o que foi rejeitado no PEC IV", diz o partido.
"Um ataque sem precedentes à soberania e independência, só possível pelo papel de abdicação dos interesses nacionais que PS, PSD e CDS estão a assumir", continua a nota publicada no site.
Com agências