Um ano após a morte, permanece forte o exemplo de D. Luiza Gurjão
Nesta segunda-feira (21/02), completa um ano da morte de Dona Luiza Gurjão Farias, mãe de Bergson Gurjão, guerrilheiro cearense que morreu em combate no Araguaia.
Publicado 21/02/2011 12:05 | Editado 04/03/2020 16:32

Um ano após de sua partida, permanece o sentimento unânime de quem teve o privilégio de conviver com ela. Lutadora, guerreira, persistente, doce, alegre, ativa, cheia de esperança, exemplo são alguns dos adjetivos que descrevem a bela senhora que trazia no olhar a perfeita sintonia de força e doçura.
Para Mário Albuquerque, presidente da Associação 64/68 Anistia e membro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Dona Luiza foi muito mais que a mãe de Bergson Gurjão. “Ela se tornou exemplo pela luta em trazer o filho de volta pra casa e em insistir no esclarecimento de sua morte. Ela cumpriu sua missão”, afirma. Segundo Mário, Dona Luiza é um exemplo de mãe que persistiu e nunca abandonou a esperança. “Ela nos deixou uma lição de luta e persistência”.
Contemporâneo do ex-guerrilheiro Bergson Gurjão, o presidente estadual do PCdoB/CE Carlos Augusto Diógenes, o Patinhas, comenta sue legado. “O que ficou foi sua imagem de uma mulher forte, lutadora, de uma pessoa que nunca perdeu a esperança, de postura serena mesmo diante da dor”, comenta.
Benedito Bizerril. Segundo o advogado Benedito Bizerril, Dona Luiza foi uma mulher vitoriosa por ter lutado e alcançado o objetivo de trazer de volta os restos mortais do filho assassinado. “Mãe extraordinária, que sempre esteve ao lado dos filhos quer fosse em família, quer fosse nas manifestações do movimento estudantil ou mesmo nas prisões”, ressalta.
O deputado federal Chico Lopes também relembra com carinho e admiração de Dona Luiza. “Em nenhum momento ela vacilou, foi forte o suficiente para não perder a fé nem deixar de lutar por seus objetivos”, avalia o parlamentar que acrescenta: “Para nós, fica o legado de aprendizado. Salve Dona Luiza”, finaliza.
De Fortaleza,
Carolina Campos