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Pesquisa aponta que 67% das pessoas defendem manutenção do Enem

Apesar de problemas enfrentados recentemente pelo Enem e da tentativa de diversos setores de desqualificá-lo, para 67% dos brasileiros, o exame deve ser mantido durante o mandato de Dilma Rousseff. É o que aponta pesquisa do Vox Populi encomendada pelo iG sobre o que os brasileiros consideram prioritário na definição das políticas que serão aplicadas pela futura presidente na área da educação.

Segundo os entrevistados, o Enem é uma boa maneira de se selecionar alunos para a universidade, enquanto apenas 13% discordam dessa avaliação. Do universo avaliado, 58% rechaçam o fim do Enem e somente 16% dizem concordar que, devido aos problemas de organização, o exame deveria deixar de existir.

O levantamento mostra também que as respostas partem de uma posição consciente dos entrevistados, já que mais de 80% deles disseram ter conhecimento sobre os recentes problemas na aplicação do exame. As entrevistas para a pesquisa foram feitas com 2.200 pessoas entre os dias 19 e 23 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais.

Quando questionados se o exame seria apenas uma boa forma para se avaliar a qualidade do ensino médio, mas que não deveria ser usado para dar acesso às universidades, 40% dos entrevistados dizem concordar com a afirmação, enquanto 36% se opõem.

As cotas também estiveram presentes na pesquisa, com posição mais favorável à sua aplicação, seja por critérios de renda ou raciais. Dos entrevistados, 38% defendem a ampliação das cotas raciais para pessoas de baixa renda. Para um quarto dos eleitores (25%), as cotas devem ser ampliadas para pessoas de baixa renda, sem que seja levada em conta a questão racial. Outros 22% dizem que não deveria haver qualquer tipo de cotas para as universidades.

O levantamento apontou ainda que os brasileiros não aprovam a proposta ensaiada por algumas universidades públicas de cobrar mensalidades de alunos. Para a maioria (67%), o ensino deve ser gratuito para todos os matriculados; 26% dizem que as mensalidades poderiam ser cobradas de estudantes de alta renda, enquanto apenas 4% admitem a possibilidade de que todos os alunos paguem para estudar nessas instituições.

A mesma pesquisa mostra que 33% da população considera que educação infantil deve ser a maior das prioridades dentre todas as ações do governo Dilma Rousseff para a área. O ensino superior fica com 8% e 15% diz que a prioridade deve ser o ensino. Outros 13% acreditam que o principal enfoque da presidente deve ser no ensino fundamental e 10%, no ensino médio.

A maioria dos eleitores (52%), segundo a pesquisa, acredita que melhorias na educação serão obtidas por meio de investimentos na formação e valorização dos professores. A criação de escolas com turno integral é citada por 21% dos entrevistados, enquanto 13% dizem ser prioridade os investimentos em aulas de reforço para alunos com dificuldade.

Da redação, com agências