Lideranças da área da Saúde pedem apoio a candidato ao Governo

Lideranças da área da Saúde pedem apoio de Iris Rezene (Coligação Goiás Rumo ao Futuro) e organizam movimento em defesa do Sistema Único de Saúde.


Líderes classistas que repudiam projeto privatista dos hospitais públicos reuniram-se hoje com o candidato da coligação Goiás Rumo ao Futuro ao governo do Estado, Iris Rezende (PMDB) para pedir que ele integre um movimento de defesa intransigente do Sistema Único de Saúde (SUS).

A preocupação da categoria é porque o modelo privatista que candidato adversário defende para as unidades de saúde do Estado enfraquece o funcionalismo público e prejudica a população, já que 80% dela depende exclusivamente do SUS para atendimento médico.

O candidato tucano que disputa o governo de Goiás defende que hospitais como o de Urgências de Goiânia (Hugo), Geral de Goiânia (HGG), entre outros; sejam transformados em Organização Social (OS), um título que, mediante contrato, permite que entidades privadas recebam recursos orçamentários para administrar serviços, instalações e equipamento do Poder Público.

“Fortalecer a estrutura pública sem privatizá-la demonstra confiança no setor público. O SUS é propriedade da população,” ponderou o médico e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Elias Rassi Neto. Outro problema, é que nas unidades em Goiânia e Anápolis onde o sistema já foi implantado durante os governos do candidato adversário, somente cerca de 30% dos atendimentos são públicos, pagos pelo SUS. Os outros, em média, 70% dos atendimentos são particulares, pagos pelo próprio cidadão.

Preocupados com a possibilidade de 70% dos goianos passarem a pagar pelo atendimento que hoje é gratuito, as 11 lideranças da área médica que estiveram hoje com Iris Rezende, organizam um ato público contra o projeto privatista das unidades de saúde pública. “Somos contra a privatização da saúde,” justificou a gerente de gestão hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde, Edisaura Maria Pereira. Profissionais das áreas médica, odontológica, de sindicatos municipais, estaduais, além das secretarias municipal e estadual de saúde participaram da reunião com o governadoriável.

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Sensível ao problema e árduo defensor do Estado como administrador dos bens públicos, Iris disse que compartilha da opinião dos classistas. “Privatização dá menos preocupação para o governante. Quando é público, governador tem que se preocupar com funcionário, dá mais trabalho. Mas quem se candidata tem que ter disposição. Governador que tem preguiça é melhor ficar em casa,” declarou.

Por repudiar a gerência de patrimônio público nas mãos da iniciativa privada, Iris criticou, por exemplo, o fato de o Centro de Cultura e Convenções de Goiânia e o Ginásio Goiânia Arena serem administrados por empresas particulares. “Nesse ‘tempo novo’, o Estado entendeu que seria mais fácil entregar a administração de locais como Centro de Convenções para a iniciativa privada e empresas passaram a ganhar milhões à custa de investimento público.” Para Iris, o Centro de Convenções – construído no governo dele -, por exemplo, deveria ser gerido pelo próprio poder público e cobrado apenas taxa de manutenção para uso do espaço.

“Sou favorável que o poder público assuma responsabilidade. Privatização dá margem para malandragem,” disse, declarando que, ao lado dos profissionais da saúde, lutará por um projeto de saúde pública e de qualidade.penho à medida em que diminui a instrução do eleitor (49% entre os que têm ensino primário e 40% entre os com curso superior). Marconi tem trajetória inversa: é mais aceito entre os eleitores com curso superior (52%) e menos aceito entre aqueles com ensino primário (43%).

Informações: www.iris15.com.br