Descaso: Jardins do Expresso Tiradentes estão abandonados
Há duas semanas, foi anunciada a expansão do corredor, em forma de monotrilho
Quando o projeto do Expresso foi apresentando, em 2006, o jardim era um dos detalhes que ajudaria a melhorar a paisagem cinzenta da avenida do Estado
Publicado 14/10/2010 11:20 | Editado 04/03/2020 17:18

O governo de São Paulo anunciou no mês passado a ampliação do Expresso Tiradentes na forma de monotrilho. Entretanto, os jardins que existem sob a parte elevada do corredor, que liga o centro à zona sul da capital paulista, estão abandonados. A manutenção é de responsabilidade da subprefeitura do Ipiranga (zona sul), que não informou o motivo de o local não estar sendo mantido.
A reportagem do R7 percorreu o trecho entre a praça Alberto Lion e a rua Leandro de Carvalho. No local onde deveria haver plantas, foi encontrado muito lixo e até um barraco improvisado. As poucas plantas – ou mato – que existem estão mal cuidadas.
Quando o projeto do Expresso foi apresentado, em 2006, a proposta previa não só a criação de um corredor de ônibus que desse finalidade à estrutura inacabada do Fura-Fila, mas a requalificação de seu entorno – degradado ao longo dos anos. O jardim era um dos detalhes que ajudariam a melhorar a paisagem cinzenta da avenida do Estado.
O trecho elevado do corredor tem cerca de 5 km de extensão, sendo a maior parte dele na região da subprefeitura do Ipiranga. Ao longo de uma semana, o R7 cobrou uma explicação para o abandono da jardineira, mas até a sexta-feira (8) não obteve resposta.
O Expresso
Iniciado na gestão de Celso Pitta (PTB), em 1997, o projeto original chamado de Fura-Fila pretendia ligar a região do Mercado Municipal ao Sacomã, na zona sul, por meio de um sistema de trilhos suspensos para ônibus especiais. Ao final do mandato, Pitta inaugurou apenas a estrutura básica de 2,8 km.
Nas administrações seguintes, as propostas para o esqueleto elevado receberam nomes diferentes, e, em 2006, passou a ser chamado de Expresso Tiradentes, pois pretendia chegar ao bairro que leva este nome, no extremo leste da cidade. A inauguração do primeiro trecho ocorreu em outubro daquele ano, já com Gilberto Kassab (DEM) à frente da prefeitura.
Inicialmente, o expresso seria uma via exclusiva para ônibus do centro até a Cidade Tiradentes. O município conseguiu construir o corredor até o Sacomã. Mas, em 2008, o governo do Estado assumiu o prolongamento – agora em forma de metrô em via elevada, o monotrilho.
No último dia 27 de setembro, o governador Alberto Goldman (PSDB) e o prefeito Kassab assinaram o contrato para a ampliação, que deixará o expresso com 23,8 km de extensão. A obra custará R$ 2,46 bilhões – R$ 1 bilhão sairá dos cofres da Prefeitura de São Paulo.
A conclusão, porém, depende de outras licitações – concorrência de empresas em torno de um projeto. Segundo o governador, o contrato assinado prevê apenas a construção de vias, fornecimento de sistema e trens. As 17 estações ainda não foram licitadas. Mesmo assim, Goldman disse que o Expresso Tiradentes deve estar pronto em 2014.
Fonte: R7