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Em vídeo, prisioneiro americano adverte para 'buraco' afegão

Comandantes do Pentágono e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmaram que o homem mostrado no vídeo difundido nesta sexta-feira (25) através do Uoutube é Bowe Robert Bergdahl, soldado americano capturado no Afeganistão há quase seis meses. No vídeo, Bergdahl pede a sua troca por prisioneiros afegãos e diz que este país "é o próximo buraco no qual vamos cair".

O vídeo dura menos de um minuto e o prisioneiro usa óculos escuros, além do uniforme e capacete. Mas as autoridades militares dos EUA e da Otan confirmaram que ele é mesmo o soldado Bergdahl.

Na gravação, Bergdahl fala com voz clara e calma. Dá detalhes que possam o identificar, como o posto que ocupava, data e local de nascimento, família e os detalhes de sua tropa. E concena a ocupação estadunidense no Afeganistão, avaliando que a "guerra está escorrendo por nossos dedos".

"Isto vai ser o próximo Vietnã se o povo americano não tomar uma posição e acabar com todo este absurdo", afirma o vídeo. Bergdhal afirma que os Estados Unidos foram levados a uma série de conflitos por uma série de líderes e "é o momento de encerrar este ciclo".

"Como podemos confiar nestes nomes vergonhosos quando os vemos nos levando para os mesmos buracos em que os Estados Unidos continuam caindo, seja no Vietnã, Japão, Alemanha, Somália, Iraque? E agora, simplesmente é o Afeganistão. É o próximo buraco no qual vamos cair", afirma o soldado no vídeo.

Em seguida, um porta-voz do Talebã aparece no vídeo e exige a libertação de prisioneiros integrantes do movimento em troca do soldado.

Os militares americanos descreveram o vídeo como um "ato horrível, que se aproveita de um jovem soldado". O almirante Gregory Smith, da Marinha americana, condenou em especial a sua divulgação durante o Natal.

Bergdahl é um paraquedista de 23 anos que foi capturado pelo Talebã no leste do Afeganistão, na província de Paktika, no dia 30 de junho. Ele desapareceu de sua base quando servia há cinco meses no Afeganistão. Em seguida se soube que era o primeiro soldado americano capturado vivo no país, ocupado por tropas dos EUA desde o fim de 2001.

Na época da captura, a secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou que a captura de Bergdahl era um "insulto" e acrescentou que os militares estavam fazendo tudo o possível para encontrá-lo. Nesta sexta-feira, as tropas de opcupação informaram que vão continuar as buscas e ofereceram uma recompensa pelo retorno do soldado.

Da redação, com agências